Sorri e o Mundo Sorri Contigo por Luísa Sargento

29 abril 2009

DeRose em França

Pour voir les activitées de DeRose à Paris visite le site de l'école de Rive Gauche.
Merci.

Ici le link pour la promenade à Nice.

http://yogarivegauche.fr/blog/2009/04/weekende-a-nice-en-grand-compagnie-de-rose-et-fe

DeRose na Caras Brasil

22 abril 2009

DeRose nas unidades de Lisboa www.yogaportugal.org

DeRose na unidade 5 de Outubro www.yogaweb.com.pt







DeRose na unidade do Chiado www.chiado-yoga.org

E foi assim a agenda de DeRose em Lisboa e Faro



Entre entrevistas, jantares e visitas às unidades do Método DeRose pertencentes à Federação do Sul e Ilhas de Portugal (FYSIP).


De Renata Sena


" Ao meu Mestre

Ao sentir-me, sem rumo
Nesta terra de Pessoa
Onde os meus próximos
Me encorajam,
Onde os meus pares
Me confundem
Procuro heterónimos...
um a Norte que saiba dizer não,
um a Sul que grite "cuidado",
A Oriente a magia do som,
A Ocidente o deslumbre da luz,
Até que um rosto surge
No horizonte da memória,
De olhar doce e sereno,
com voz segura e forte.
A mais bela "Rosa dos ventos",
São os seus ensinamentos.
A bússola mais eficaz
Está nas páginas dos seus livros.
DeRose, Obrigada

Com dedicação e lealdade, a eterna discípula Renata Sena"

DeRose no telejornal da RTP2

DeRose no Expresso online

21 abril 2009

Param-pára

Jaya jaya guru dê jaya. Jaya jaya sadguru jaya
param-pára patê chijjyôtirkara cha
mrityumjaya sadásmásu hridayêshhu vasati





Viva Mestre De. Viva Mestre dos Mestres!
Protector do param-patê e iluminador da consciência
Conquistador da morte, pois habitará para sempre em nossos corações.

Eu já vos tinha dito que:

é tão bom ter um Mestre como o meu!!!

Os inimigos de Shiva



Certa vez, os saddhus (os yôgis que vivem isolados, solipsistas) sentiram muita raiva de Shiva e conspiraram para assassiná-lo. Acenderam uma fogueira sacrificial de magia. De dentro do fogo mágico surgiu um tigre furioso ao qual ordenaram que fosse matar o Mestre Shiva. Mas Shiva matou a besta, arrancando sua pele e vestindo-se com ela.

Do fogo saiu, em seguida, um trishúla (lança de guerra em forma de tridente) para matá-lo, porém Shiva se apoderou dele e passou a usar como arma para sua defesa. Depois, serpentes para picá-lo, entretanto o Mestre as usou como braceletes e colares com os quais se enfeitou.

Uma horda de demônios surgiu logo depois. Shiva com um mudrá aplacou sua fúria. Ele ordenou que formassem um exército para servi-lo, e eles obedeceram docilmente.

Em seguida, os saddhus atiraram uma caveira contra o Senhor Shiva. Ele a agarrou no ar e colocou-a para enfeitar os cabelos.

Os saddhus, indignados com seus fracassos, tentaram usar seus mantras maléficos para destruí-lo. Eles se agruparam e tomaram a forma de um som terrificante que saía de uma concha (shank). O Mestre apoderou-se da concha e a conservou em sua mão, pelo que passou a ser chamado de Shankar.

Os saddhus, que pareciam nunca desistir de destruir o grande Mestre Shiva, fizeram um novo trabalho de magia negra, acendendo outro grande fogo do qual saiu um poderoso gênio denominado Avidyá ou Muyalakan. Ordenaram-lhe que usasse o fogo e matasse o Mestre. No entanto, Shiva apanhou o fogo com a mão, derrubou o gênio e pisoteou-o.

Os saddhus lançaram maldições e injúrias contra o Mestre. Nenhuma foi eficaz. Muyalakan, esmagado pelos pés de Shiva, debatia-se, mas não conseguia pôr-se de pé. Shiva começou a dançar sobre ele e o Universo tremeu.

Quando a dança parou, os saddhus prostraram-se aos pés do Mestre e cantaram-lhe louvores. Shiva ordenou-lhes que, daquele momento em diante observassem os sádhanas e passassem a seguir uma vida piedosa. Depois disso, voltou para a sua morada no Monte Kailash, casou-se com sua Shaktí e viveu feliz por toda a eternidade. Até hoje, em todo o mundo, pratica-se a arte de força, poder e energia criada por Shiva e com a qual ele venceu todos os obstáculos. O nome dessa arte é Yôga!

DeRose

11 abril 2009

HISTÓRIA RECENTE DO YÔGA

1805 – Foi realizada a primeira transliteração da língua sânscrita para o inglês.

1894 – É convencionada a transliteração do sânscrito para o português no X Congresso Oriental de Genève.

1889 – William Q. Judge foi o responsável pela primeira publicação do Yôga Sútra, no Ocidente.

1893 – Swámi Vivêkánanda viaja aos Estados Unidos. Isso constitui um marco inaugural do Yôga nas Américas.

1947 – Mataji Indra Dêví abre sua academia em Hollywood, chamando-a de Yôga Studio. No mesmo ano, o professor Theos Bernard publica Hatha Yôga Uma Experiência Individual.

1950 – Sevánanda Swámi introduz no Brasil, pela primeira vez, o Sarva Yôga, instalando-se inicialmente em Lages (SC) e, posteriormente, um mosteiro em Resende (RJ).

1953 – Mataji Indra Dêví publica seu novo livro Sempre Jovem, Sempre Saudável.

1954 – Mircea Eliáde publica o livro Yôga, Imortalidade e Liberdade.

1955 – O General Caio Miranda torna-se o primeiro professor brasileiro de Yôga, funda a primeira escola de Yôga do Brasil, o Instituto de Yôga do Rio de Janeiro. Foi o primeiro autor brasileiro a escrever e publicar um livro de Yôga e, com isso, torna-se o primeiro autor no mundo a escrever um livro Yôga em língua portuguesa.

1959 – Matají Indra Dêví publica o livro, intitulado Yôga para Americanos. No mesmo ano, Mahárishi Mahêshi Yôgi, mestre dos Beatles, visita os Estados Unidos.

1960 – DeRose, aos 16 anos de idade, começa a leccionar na Fraternidade Rosacruz e publica o livro Prática de Yôga Elementar.

1962 – É lançado no Brasil o livro Autoperfeição com Hatha Yôga, do Coronel Hermógenes, que se torna o segundo brasileiro a publicar um livro de Yôga. Em virtude do lançamento do livro, realiza inúmeras palestras no Rio de Janeiro e convida o jovem DeRose, então o melhor praticante do Brasil, para fazer a demonstração das técnicas durante a exposição. Por consequência das palestras, funda no mesmo ano a academia Hatha Yoga Hermógenes. No ano seguinte, vem ao Brasil um professor indiano e dá uma conferência no auditório do jornal O Globo. Na ocasião, declara publicamente que ninguém no Brasil conhece Hatha Yôga nem está autorizado a ensinar essa modalidade. Hermógenes, constrangido, muda o nome da HTH para Academia Hermógenes.

1964 – DeRose abre sua primeira escola no 33º andar do Edifício Avenida Central, no Rio de Janeiro. Hermógenes não fica satisfeito com a concorrência desse instrutor que é muitos anos mais novo e inicia uma campanha de difamação e exclusão do jovem, no que é obedecido por todos os demais do métier, uma vez que ninguém queria se indispor com um coronel em plena ditadura militar. As consequências dessa perseguição permanecem para sempre pelo fenómeno do “reflexo da inércia residual”.

1965 – Swámi Bhaktivêdánta Prabhupada funda nos EUA a sociedade Internacional para Consciência de Krishna (Hare Krishna). Neste ano, a Lei de Imigração dos EUA reavalia a entrada de novos imigrantes indianos no país.

1966 – B. K. S. Iyengar lança seu livro Light on Yôga.

1968 – O General Caio Miranda já estava com várias filiais do Instituto de Yôga do Rio de Janeiro em todo o Brasil (RJ, SP, MG, PR, DF), além de escolas em Lisboa (Portugal), e Córdoba (Argentina). Foi o primeiro professor brasileiro exportar know-how cultural na área de Yôga.

1969 – DeRose publica seu livro, o Prontuário de SwáSthya Yôga, começando a formalizar a sistematização do Yôga Pré-Clássico.

1970 – O Presidente da Federação de Yôga da Bélgica, André van Lysebeth, publica seu livro Aprendo Yôga.

1971 – Gopi Krishna publica um livro elucidativo sobre a energia ígnea, intitulado Kundaliní Evolução e Energia do Homem.

1973 – Van Lysebeth vem ao Brasil e assiste a uma aula prática ministrada por DeRose. A foto do evento é publicada no livro autobiográfico Quando é Preciso Ser Forte.

1974 – DeRose realiza uma peregrinação pelas escolas de Yôga, Yóga e Yoga de todo o Brasil, ministrando cursos e propondo uma campanha de mais união no métier.

1975 – DeRose funda a União Nacional de Yôga – Uni-Yôga, uma entidade cultural sem fins lucrativos, cuja missão é o intercâmbio, união e ajuda a instrutores de Yôga de todo o país. Foi a primeira a ser fundada nesses moldes e foi também a primeira entidade estritamente brasileira de abrangência em todo o território nacional, daí o seu nome.

1978 – DeRose lidera a campanha pela criação e divulgação do primeiro projecto de lei visando a regulamentar a profissão de instrutor de Yôga. A União Nacional de Yôga é citada nominalmente no Projecto de Lei n.º 5160. DeRose visita vários estados com a finalidade de expor o projecto aos professores das diversas modalidades de Yôga e escutar suas expectativas e reivindicações para que o projecto pudesse ser melhorado, atendendo às conveniências de todos. Foi cedo demais. Nossa classe profissional não estava amadurecida. Houve desunião, orgulhos feridos e um festival de egos. Os próprios beneficiados, os professores de Yoga, boicotaram a proposta. No final, a regulamentação não se concretizou por uma questão de visão pequena e ego grande por parte dos instrutores de Yoga da época. Vinte anos depois tudo se repetiria.

1979 – A partir da década de setenta, DeRose introduz os Cursos de Extensão Universitária para a Formação de Instrutores de Yôga em praticamente todas as Universidades Federais, Estaduais e Católicas do Sul e Sudeste e várias do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

1980 – DeRose começa a ministrar cursos na própria Índia e a leccionar para instrutores de Yôga na Europa.

1982 – DeRose promove o primeiro Congresso Brasileiro de Yôga, e lança neste mesmo ano mais dois livros: o Guia do Instrutor de Yôga (primeiro livro destinado a profissionais de Yôga, dirigido a todas as linhas) e o Yôga Sútra de Pátañjali, que disserta sobre o Yôga Clássico. Desafortunadamente, quanto mais sobressaía, mais tornava-se alvo de uma perseguição impiedosa movida pelos que sentiam-se prejudicados com a campanha de esclarecimento movida pelo Prof. DeRose.

1994 – Completando 20 anos de viagens à Índia, DeRose fundou a Primeira Universidade de Yôga do Brasil e a Universidade Internacional de Yôga, em Portugal.

1997 – DeRose lança os alicerces do Conselho Federal de Yôga, registando-o em cartório de Registo de Pessoas Jurídicas, o qual passa a constituir o ícone da nossa identidade profissional. É símbolo da nossa resistência contra a tentativa de subordinação do Yôga pela Educação Física. É a demonstração de que estamos organizados e unidos o bastante para nos tutelarmos a nós mesmos.

1997 – DeRose funda o Sindicato Nacional dos Profissionais de Yôga. Rosana Ortega foi eleita como primeira presidente do Sindicato pelo qual lutou bravamente até 2009.

1998 – A Educação Física é regulamentada e funda seu Conselho. A partir de então, passa a perseguir todos os profissionais de todas as linhas de Yôga, Yóga, Yoga e ioga. A categoria se divide entre os que querem se subordinar à Educação Física e os que exigem que seja respeitada a identidade e autonomia da classe dos profissionais de Yôga.

2001 – DeRose recebe da Sociedade Brasileira de Educação e Integração a Comenda da Ordem do Mérito de Educação e Integração.

2002 – DeRose considera que já fez a sua parte e, após mais de quarenta anos de luta, desliga-se oficialmente do movimento pela regulamentação da profissão. Tomou essa decisão para que os colegas de outras linhas de Yôga, Yóga ou ioga ficassem bem à vontade para assumir a liderança e decidir, eles mesmos, como querem que seja realizada a tão importante regulamentação da profissão.

08 abril 2009

Método DeRose uma Cultura

"Os candidatos, quando me procuram, não estão interessados em paliativos para mascarar as mazelas do trivial diário. Eles estão interessados em absorver uma cultura. Segundo o Dicionário Houaiss, cultura significa, entre outras coisas: conjunto de padrões de comportamento, crenças, conhecimentos, costumes etc. que distinguem um grupo social. Pois bem, Nossa Cultura é uma reeducação comportamental que contempla especialmente o bom relacionamento entre os seres humanos e tudo o que possa estar associado com isso (por esse motivo, foi sugerido que nossa profissão se denominasse sócio-humanismo).

Esta proposta seleciona o público mais afeito à cultura e faz alusão ao fato de que não ensinamos apenas algumas técnicas, mas que transmitimos uma cultura. Como consequência, ficamos atrelados ao Ministério da Cultura e não ao Ministério da Educação. Em reunião que tive em Brasília com o Ministro Gilberto Gil, ele me disse uma frase memorável: “Conhecimento é com o Ministério da Educação. Autoconhecimento é com o Ministério da Cultura”, que é o nosso caso.

Procuro reeducar meus leitores para que se tornem pessoas melhores, mais polidas, mais viajadas, mais refinadas, mais civilizadas, mais cultas, que aprimorem inclusive sua linguagem e boas maneiras. Sugiro uma revolução comportamental, propondo uma forma mais sensível e amorosa de relacionamento com a família, com o parceiro afetivo, com os amigos, com os subordinados e até mesmo com os desconhecidos. Recomendo que eventuais conflitos sejam solucionados polidamente, sem confrontos. Como complemento a esta proposta, ensino reeducação respiratória, reeducação postural, reeducação alimentar etc., proporcionando condições culturais e sociais para que as pessoas tenham uma qualidade de vida melhor e os jovens se mantenham longe das drogas. Tudo isso junto, em última análise, contribui para o autoconhecimento."

DeRose in http://www.uni-yoga.org/blogdoderose/

02 abril 2009

De Anahí Flores

"Tudo o que um instrutor de SwáSthya Yôga realiza na sua atividade diária, tem uma consequência educativa. Quer seja por dar o exemplo, através da convivência, quer por exercer a profissão docente diretamente. Escrever, portanto, é uma das muitas ferramentas utilizadas para este fim.

Aqueles que decidem ingressar no mundo da escrita, devem aprender antes a lidar com as críticas. Principalmente os veteranos que, por vezes, ao possuirem mais experiência, podem cair no erro de acreditar que sabem de tudo, ou quase tudo. Fazer auto-estudo neste aspecto (swádhyáya) é um ponto principal para não se angustiar perante a primeira crítica (e estas existirão, aos montes).

Um dia, o Mestre DeRose entregou os originais do hoje conhecido livro Yôga, mitos e verdades a um instrutor assistente, que criticou um parágrafo dizendo que este era incomprensível. DeRose releu e considerou a crítica inoportuna. Mas pensou: “Se este instrutor não compreendeu, outros, com as mesmas limitações, tampouco compreenderão.” Por isso decidiu alterar o parágrafo.

Em uma outra ocasião, enquanto o livro Tratado de Yôga estava sendo escrito, uma instrutora leu o primeiro capítulo, intitulado O que é o Yôga, e foi bem direta ao manifestar a sua opinião, desaprovando-o quase com desprezo. DeRose deteve-se e pensou: “Se ela disse isso é porque está passando por problemas pessoais, mas, pelo sim pelo não, vou reescrever o capítulo.” Resultado: hoje é um dos melhores capítulos do livro.

Seja inteligente e aprenda com as críticas, tanto aquelas que foram feitas com intensão construtiva, como as que são evidentemente maliciosas, com tendência destrutiva. Ambas poderão tornar-se positivas ou negativas dependendo de como as assimilar.

Nunca se chateie com quem lhe fizer uma crítica à sua obra. Independentemente de qual era a intenção de quem a emitiu, para você podem resultar em pérolas ou pedras. Se as interpreta como pérolas de conhecimento, aproveite-as para treinar tapas (auto-superação). Mas se cair no erro egoista de ver pedras no seu caminho, estas funcionarão como obstáculos e você perderá uma oportunidade de melhorar a si mesmo e ao seu livro."

in http://www.livrepensardoyoga.com



visite o site: http://www.anahiflores.org/

Porque um pújá aos amigos não mata ninguém!

Ao longo de 5000 anos muita deturpação pode acontecer

"O Yôga tem 5000 anos de existência. Nesses cinco milênios, foi desvirtuado sucessivas vezes pelas invasões que a Índia sofreu. Façamos uma comparação. Estamos no século XXI da Era Cristã. Muito bem. Existe uma luta chamada Capoeira, que é legitimamente brasileira. Tem suas raízes em tradições africanas, porém nasceu no nosso país. Imaginemos que dentro de alguns anos, a Amazônia será invadida por uma outra nação com o pretexto de ocupá-la para salvar tão precioso patrimônio da humanidade das mãos desses latino-americanos irresponsáveis que a estão destruindo.

Tal como os drávidas que viviam na Índia há 5000 anos, os brasileiros não têm tradição guerreira. Já os invasores, esses sim, contabilizam uma história de guerras, conquistas e império, tal como os sub-bárbaros arianos que invadiram a Índia a 1500 a.C. e cometeram o primeiro grande desnaturamento do Yôga.

Como ocorreu com o Império Romano, que ia incorporando outras culturas (ao absorver do Lácio o latim, da Grécia a arquitetura, escultura, mitologia etc.), esse novo império absorve a Capoeira. Em pouco tempo, digamos, um século, classificam-na como dança (“afinal, eles não dançam?”). E a reestruturam, pois isso de bater atabaques e tocar um instrumento de cordas com uma corda só é muito primitivo. Eliminam os tambores e substituem o berimbau pela guitarra eletrobioplásmica, com acompanhamento de “sincretizador” (que substituirá o computador, aquela máquina primitiva que vivia “dando pau” e pegando vírus).

Passam-se mil anos. Lá pelo ano 3000 da era Cristã, ocorre outra invasão. O Brasil é ocupado por uma terceira etnia e novos Mestres de Capoeira introduzem uma codificação que a define como religião (“afinal, eles não se benzem antes de jogar?”). Uma dança religiosa, uma dança ritual. Surgem mosteiros, templos e igrejas do culto Capoeirista. Essa vertente passa a ser conhecida como Capoeira Clássica.

Passado mais um milênio, e em torno do ano 4000, já não se fala a mesma língua, nem habita neste território o mesmo povo. Surpreendentemente, a Capoeira sobreviveu e tem mesmo um sólido sistema cultural que a preserva. Só que agora, após alguns concílios, decidiram que Capoeira é uma terapia. Passa a ser uma dança espiritual terapêutica.

Mais um milênio se passa. Estamos lá pelo ano 5000 d.C. Ninguém mais se lembra das suas origens. Criam mitologias. Surgem versões negando que a Capoeira tenha surgido em uma nação mítica chamada Brasil, a qual teria existido há tanto tempo que caiu no esquecimento. Alguns eruditos defendem que a Capoeira teria sido criada pelos negros escravos, mas a etnia então dominante nega-o peremptoriamente, e ameaça de punição quem se atrever a insistir nessa invencionice subversiva. A Capoeira é institucionalizada como uma prática para a terceira idade. Torna-se uma dança espiritual terapêutica para idosos.

Outros mil anos são transcorridos. Estamos agora no ano 6000 da Era Cristã. Todas as evidências de uma civilização latino-americana desapareceram, apagadas intencionalmente pelos cientistas e religiosos desse novo período histórico. A opinião pública de então, decide que Capoeira é para mulheres, que é ótima para TPM, gestação, rugas, celulite, varizes e que rejuvenesce. A Capoeira passa a ser classificada como uma dança espiritual, terapêutica, para idosos e para mulheres. Quem afirmar que a Capoeira legítima é uma luta, destinada a pessoas jovens e saudáveis, passa a ser acusado de discriminar os enfermos, os idosos e as mulheres; é acusado de ser polêmico; torna-se perseguido e severamente castigado com a difamação, exclusão, execração e ameaças de morte.

Bem, no caso da Capoeira, nós só abordamos 4000 anos de deturpações, do ano 2000 ao ano 6000 d.C. No caso do Yôga precisamos computar mais um milênio de distorções, já que essa filosofia conta com cinco mil anos de existência.

Oh! Céus! Eu disse filosofia? Foi sem querer. Juro. Eu quis dizer uma terapia mística para enfermos, mulheres e idosos. "

in http://www.uni-yoga.org/blogdoderose/