Sorri e o Mundo Sorri Contigo por Luísa Sargento

31 maio 2010

Em sequência do post anterior



Aquelas que considero estarem sempre elegantes, pelo menos quando as vejo...


Ana Marques, Raquel Prates e Sofia Carvalho

28 maio 2010

Adorei esta definição: Elegância e cafonice

Quase todo o mundo consegue identificar intuitivamente quando vê uma pessoa elegante e, igualmente, quando se defronta com um espécimen de mau gosto. Mas como, racionalmente, poderíamos definir elegância e breguice?

Creio que uma definição aceita por todos poderia ser:

Elegância é quando a pessoa está discretamente bem vestida, penteada e calçada de forma a ser admirada como tal por qualquer estrato social, em qualquer cidade ou país, sem chamar a atenção em nenhum lugar e passando quase despercebida.

Cafonice é quando a pessoa se veste ou se comporta de forma a ser considerada ok para um grupo específico, mas não para os demais; ou para uma cidade ou país, mas não para os demais; quando nos outros grupos culturais, cidades ou países chama a atenção e lhes parece alienígena, podendo, com isso, despertar escárnio e discriminação. Às vezes, um simples tipo de sapato que é perfeitamente aceito no seu grupo social, ou na sua região, ou no seu país pode ser o suficiente para prejudicar sua boa imagem fora do seu grupo. Seria uma boa ideia adotar calçados, roupas, penteados, atitudes e comportamento que pudessem ser aceitos, admirados e não despertar estranheza fora do seu grupo, cidade ou país.

Como muita gente nossa
(Método DeRose) viaja bastante e frequenta muitos ambientes, espero que as dicas acima possam ser úteis.
DeRose in Blog do DeRose
(pesquise no google)
E procure os meus post anteriores sobre elegância! :)
Subtileza a arte de viver em liberdade sem agredir o outro. Luísa Sargento

20 maio 2010

Método DeRose: mais de 20 anos de aulas gratuitas


Foi-me perguntado se há algum motivo para não divulgar que só ministro aulas gratúitas e que o faço há mais de vinte anos. Na verdade, não há nenhuma razão. Só não nos ocorrera motivo para divulgá-lo. Mas, para mero registro, fica a informação de que há mais de duas décadas só ministro uma aula por semana. Essa aula sempre foi gratuita, portanto, todas as aulas que ministrei nos últimos vinte e poucos anos foram sem ônus para os interessados. Esse dado é interessante como demonstração de que não trabalhamos visando dinheiro. Talvez por isso, tenha sido solicitado que divulgássemos a presente informação, em benefício de todos.

Com o tempo, a maior parte dos interessados nessas aulas veio a ser constituída pelos próprios instrutores, a quem demos prioridade nas vagas. Hoje, temos um salão com setenta lugares sempre lotados e 95% das vagas são ocupadas por instrutores que acorrem de diversas cidades.

Única exceção: de uns tempos para cá, comecei a ministrar também uma prática avançada, uma vez por mês, em turma exclusiva para instrutores formados. Esse sádhana é a única aula regular que tem um fee. Como se trata de uma turma fechada, só para instrutores formados, não é aberta ao público.

Fora as aulas, tenho a satisfação de ministrar os cursos nos fins-de-semana, cada vez em uma cidade ou país diferente e esses sim, precisam de uma taxa de inscrição que cubra as despesas com deslocamentos aéreos, hotéis, alimentação etc, que pague a instalação em uma sala da Universidade Federal, Estadual ou Católica e que remunere os organizadores.

Não temos nada contra o dinheiro, mas a vida me ensinou que há valores e satisfações mais importantes do que o nobre metal. Por isso, disponibilizo vários livros meus para free download (gratuito) no nosso site. Por isso, permito que assistam gratuitamente minhas webclasses na internet, mais de 60 vídeo-aulas, sem pagar nada. Por isso, damos as aulas gratuitas em parques, jardins e praias de várias cidades e de vários países (consulte o post Aulas gratuitas do Método DeRose em parques e jardins). E pelo mesmo motivo, nossos instrutores interrompem o trabalho que lhes dá o ganha-pão a fim de dedicar seu tempo a ações de responsabilidade social e humanitária. E, ainda, nosso site divulga gratuitamente os endereços de mais de mil concorrentes de outras linhas. Creio que somos os únicos na nossa área a proporcionar tudo isso desinteressadamente à população.

______________

[O acento em "gratúitas" não existe, mas coloquei-o assim mesmo para alertar algumas pessoas que proncunciam mal, "gratuítas" (na verdade, muita gente). Inclusive, alguém já escreveu aqui no blog com acento no i. Quanto mais corretamente conseguirmos falar e escrever, mais credibilidade terá a nossa proposta.]
para aceder às aulas vá a www.metododerose.org
e procure pelas aulas ao vivo

07 maio 2010

Vou tentar dizer-te porque razão és ridículo

e vou dizer-to porque te levo muito, mesmo muito a sério:
Consegues sempre faltar à verdade naquilo que pensas (...) Já há muito que poderias ser senhor de ti próprio, se tentasses pensar correctamente. Só que tu pensas assim: «A culpa é dos judeus».

(...)

Quando dizes judeu cheio de arrogância e desprezo sentes menos a tua própria pequenez. (...) A tua concepção de judeu é perfeitamente arbitrária. Só que eu não te dou o direito de usá-la, quer tu sejas judeu ou ariano. Só eu próprio tenho o direito a determinar quem sou. (...)


E é ao reler os livros que já li que compreendo a fundamentação da minha pessoa...

Continuando no Escuta, Zé Ninguém, mas desta vez abri o livro onde calhou...

06 maio 2010

O grande homem e o homem pequeno

"Diferes dos grandes homens que verdadeiramente o são apenas num ponto: todo o grande homem foi outrora um Zé Ninguém que desenvolveu apenas uma outra qualidade: a de reconhecer as áreas em que havia limitações e estreiteza no seu modo de pensar e agir. Através de qualquer tarefa que o apaixonasse, aprende a sentir cada vez melhor aquilo em que a sua pequenez e mediocridade ameaçavam a sua felicidade. O grande homem é, pois, aquele que reconhece quando e em que é pequeno. O homem pequeno é aquele que não reconhece a sua pequenez e teme reconhecê-la; que mascarar a sua tacanhez e estreiteza de vistas com ilusões de força e grandeza, força e grandeza alheias. Que se orgulha dos seus grandes generais mas não de si próprio. Que admira as ideias que não teve mas nunca as que teve. Que acredita mais arraigadamente nas coisas que menos entende, e que não acredita no que quer que lhe pareça fácil de assimilar."

Wilheim Reich in Escuta, Zé Ninguém!

05 maio 2010

Como é bom ainda ter cassetes ;)

The Cranberries no meu carro e eu a berrar, ou talvez a cantar... quando deixei uma mãe com o filho passarem fora da passadeira. Enquanto esperava que a Calçada do Combro esvaziasse, para chegar a horas ao Chiado, a criança surpreendeu-me com um sorriso de todo o tamanho.


Retribuí mas por certo não consegui transmitir o quanto me senti feliz pelo seu simples gesto de gratidão!



Mais à frente, enquanto escutava esta:


e pensava no que sentia, dei passagem a outra pessoa que, mesmo com o stress matinal expresso no seu rosto, me acenou com a mão, sem no entanto olhar para mim, mas valeu, senti que, embora de forma inconsciente, tinha a gratidão dentro de si e sorri, agradecendo ao mundo mais uma lição.

Mais à frente, sem dar por isso, alguém deu por mim: um polícia!
Ía eu nos meus:

E não me multou, simplesmente pediu que não avançasse para que um carro saisse e ele estacionasse. E, mais uma vez, sorri!!!
Tenho uma vida fantástica!!!

E cantei


E lembrei-me como sempre fui feliz, como sempre tive tudo o que sempre desejei e como, de vez enquando, tentam que mude a pessoa que sou: aquela pessoa alegre, contente e de bem com a vida!!!

E como tal:


Cada um segue o seu caminho! Não me recordo agora da frase ou texto do filósofo DeRose que diz algo como (é a minha interpretação, não se esqueçam): se os nossos caminhos se cruzarem e seguirmos juntos óptimo, mas se cruzarem e não seguirmos juntos óptimo na mesma...

DeRose não é Yôga, é outra coisa

Continuamos ensinando SwáSthya, sim, no entanto, quando mencionamos Método DeRose estamos nos referindo a uma outra coisa, que extrapolou os limites do Yôga. Lembra-se da definição universal? "Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi." Ora, o Método é uma urdidura de conceitos e técnicas que extrapolam as dimensões da sala de prática e incorporam-se à vida real do práticante, à sua família, ao seu trabalho, ao seu esporte, à sua arte etc. A existência (e a ênfase) nos conceitos demonstra que esta proposta em si não é uma "metodologia estritamente prática", logo, não se enquadra na definição do Yôga.

DeRose in Blog do DeRose

03 maio 2010

Ainda me surpreendo e isso é bom, muito bom...

Lá vinha eu a caminho de casa acompanhada por uma aluna - Maria de seu nome - quando parámos junto à rua dela para continuar a nossa conversa. O sol da tarde já tinha desaparecido e o calor estava bem longe de aquecer o corpo que estava por baixo do meu casaco primaveril - a Maria por sorte ainda vinha com os hábitos de Paris e pareceu-me bem quentinha.

Falávamos da escolas, dos nossos filhos, das nossas preocupações em lhes mostrarmos que existem várias formas de ver e viver a vida, quando uma carrinha estaciona junto de nós, como já é hábito naquela rua principal, onde todo e qualquer canto serve para parar a viatura.

Sai um homem dos seus 40 e muitos com um saco na mão e pede licença para passar e nós acho que nem respondemos porque o tal homem estava quase a milhas de distância de onde nos encontravamos (o nosso espaço vital não fora atingido...). Prosseguimos a nossa conversa: continuámos pelo vulcão, pela incoerência humana e discutíamos sobre como certas e determinadas situações se repetiam e como o facto de sermos conscientes não nos pertimia ignorar tais episódios.

Falámos até das touradas, das sevilhanas que em tempos fizeram parte do meu circulo cultural. E hoje nem ouvir aquela música, com a qual bailava, consigo...

Quando, no meio da nossa conversa, que se prolongava enquanto o meu corpo gelava e ao mesmo tempo aquecia com as nossa troca de ideias, o tal homem regressou ao carro e ao fechar a porta pediu desculpa e desejou-nos uma boa noite!...

E simplesmente dissemos:
UM SENHOR!