Sorri e o Mundo Sorri Contigo por Luísa Sargento

30 junho 2012

Vida...

(...) Sim, separei-me dela. Não tinha estado anos a preparar-me com o objectivo de desligar o meu espírito para depois criar vínculos de novo, por mais doces que estes fossem. Sinto Rukmini profundamente, em todo o meu ser. Mas despertei dentro de mim o meu Deus e a minha Deusa, Shiva e Shakti, e agora não preciso de mulher no exterior.(...) Não há nada tão animador e alertador como o fracasso. Graças a ele tornamo-nos humildes e tomamos consciência da nossa condição humana.(...) Mas não acontece o mesmo com a vida. Esta não é uma loja de fruta onde possas escolher. Empenhamo-nos em fragmentá-la, mas a vida é uma totalidade, submetida ao jogo dos contrários. Prazer, dor; doce, amargo; inquietude, sossego; encontro, separação; elogio, insulto... Não podemos tomar parte da vida e deixar a outra, porque não é laranja que possamos dividir em duas partes para escolher apenas uma delas dizendo: «Esta metade, de que gosto mais, é para mim e deixo a outra, que me desagrada.» (...) Os factos são incontroversos e tu sabes isso muito bem. Se não podemos mudá-los, só nos resta mudar a nossa atitude e estabelecermos na equanimidade ou na firmeza de ânimo.
O Faquir, Ramiro A.Calle